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Empresas brasileiras ainda não estão preparadas para Indústria 4.0

Empresas brasileiras ainda não estão preparadas para Indústria 4.0

A chamada quarta revolução industrial está cada vez mais próxima de acontecer. O avanço da tecnologia promete mudar as relações de trabalho e inovar a indústria. No entanto, o Brasil ainda tem um grande caminho pela frente. Segundo o Secretário Especial do Ministério da Economia, Carlos da Costa, a grande maioria das empresas brasileiras ainda estão na indústria 2.0. “A grande maioria das empresas não tem noção do que seja a indústria 4.0”, explicou. 
Para tentar combater o atraso, o Ministério da Economia em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, se reuniram para lançar a Câmara da Indústria 4.0. A ideia é unir forças dos setores da indústria e inovação para promover um ambiente favorável à adesão da indústria 4.0.
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“Não necessariamente as mepresas precisam passar pela indústria 3.0. Pode saltar para a quarta revolução”, explicou da Costa. Para ele, outro problema que o Brasil pode enfrentar é a falta de capital humano capaz de gerenciar a revolução. “Nós estamos muito atrás. Com a robotização, só vai sobrar uma coisa para o homem: ser humano”, disse. O secretário ainda reforçou a necessidade da capacitação de profissionais para lidar com a futura realidade das indústrias. 
Segundo o vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Paulo Afonso Ferreira, o país tem uma oportunidade de avançar na questão. Porém, será necessário progredir com união e cuidado. “Todos temos que caminhar no mesmo rumo. Não adianta querer achar que dá para fazer sozinho”, explicou. 
Afonso enumerou alguns pontos que serão necessários para que a revolução aconteça de forma saudável. Primeiramente, a pluralidade da indústria 4.0. “Não devemos acreditar que a quarta revolução industrial será para poucos. Ela precisa ser permeada para toda a sociedade”, disse. Além disso, ele ressaltou a necessidade de se rever o gasto de recursos, a necessidade de se aproveitar as estruturas já produzidas que incorporam a indústria 4.0 e a requalificação massiva da mão de obra. “Nós precisamos ter mão de obra qualificada para atender essas demandas. Esse é o maior desafio hoje”, informou. 
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, lembrou a importância de que a revolução afeta todas as áreas. “Nós, BNDES, sempre vemos a interligação das coisas. A indústria vai se transformar não apenas as indústrias, mas também a agricultura e outros setores”, reafirmou. Para ele, é papel do governo dar espaço para essa mudança. Atualmente, já existem linhas de crédito para o investimento na área, segundo Levy.